quase CAP. XIII
Capítulo.XIII.
Khaod rasgava os céu sobre o dragão que Liragon o cedera.
Seus olhos já refletiam a névoa negra sobre o vulcão Brêod.
Lasgro ficava em uma estrutura de aço sobre a lava incandescente do vulcão.
Khaod já passara por ali algumas vezes, e tinha quase certeza que o povo de lá lembrara dele.
O gigantesco dragão negro começou a voar em círculos sobre a cidade até que pousou em um espaço grande o suficiente para ele. Khaod desceu do animal e seguiu caminhando pelo solo de metal que produzia um estalo conforme ele caminhava.
Calor quase insuportável fazia suar a testa das pessoas que olhavam admiradas, tanto para Khaod, quanto para o dragão.
Lasgro era uma cidade que o mercenário conhecera muito bem. Deis de que se tornara um matador de aluguel, Khaod passara por ali varias vezes.
A cidade no alto do vulcão era conhecida e admirada por todos os ferreiros, armas surpreendentemente resistentes e leves eram produzidas com o metal retirado das minas de Lasgro.
Khaod seguiu até a primeira taberna, era um ótimo lugar para se conseguir informações... Se fossem feitas as perguntas certas. Era tão incomum para ele ver as coisas naquele local, apesar de ter vindo ali algumas vezes, tudo era de metal, mesas, bancos, balcão, paredes, teto, canecas, se confundiam com as armaduras dos forasteiros que bebiam por ali. As enormes portas se fecharam atrás de Khaod produzindo um estrondo e selando aquele ambiente novamente em uma escuridão parcial proporcionada pelas velas acima das mesas. Ele caminhou até o balcão sem olhar pros lado, enquanto era observado de soslaio por alguns ali.
- O que vai querer? – Perguntou o sujeito do balcão, era gordo e careca com um bigode enorme sobre sua boca. Ele batia de leve os dedos no balcão sujo onde ao longo se encontravam copos e bêbedos caídos sobre ele.
Khaod colocou sua katana sobre um espaço no balcão e disse:
- Dois jovens, um ruivo e outro loiro, a cavalo, para onde foram? – Permaneceu com a mesma expressão de quando entrara naquele local.
- Veio ao lugar errado amigo... – Disse o balconista e se moveu como se fosse pegar algo embaixo do balcão. Antes disso Khaod munido de uma rapidez surpreendente desembainhou sua katana e tocou com sua lamina levemente o pescoço do homem que ficou ali sem movimento. – Melhor não. – Disse Khaod baixinho.
Pelo espelho atrás do balconista o mercenário percebeu movimentação à suas costas. Daquele ambiente mal iluminado saltou um homem armado com uma adaga afim de golpeá-lo pelas costas. Percebendo isso, Khaod sem tirar a lamina do pescoço do sujeito do balcão, acertou o homem com seu pé direito bem no meio de seu peito. Logo em seguida um outro homem saltou agora pela esquerda e empunhando uma longa espada. Khaod passou a katana para a mão esquerda e a puxou de leve do pescoço do balconista produzindo apenas um pequeno corte na pele, então a ergueu e defendeu o ataque. Antes que o homem pudesse pensar em outro ataque, Khaod havia cravado a espada em seu peito e a retirado usando a mão esquerda enquanto abriu a mão direita diante do rosto do balconista gritando:
- Pemo! – Sua mão apenas brilhou e o balconista ficou paralisado, totalmente impossibilitado de mover um músculo. – Alguém mais quer tentar? – Disse Khaod de braços esticados olhando para o restante de pessoas do local.
A noite estava começando a cair quando Thirf, Augusth e Brian atravessaram a ponte sobre o Azlak. A criatura que Brian criara corria um pouco a frente dos cavalos, era extremamente rápida. Alguns metros depois da ponte Thirf resolver parar para acampar, as experiências com as larvas saindo do chão o deixaram um pouco apreensivo quando a cavalgar naquela área.
Pararam sob uma árvore grande com casca acinzentada. As folhas outonais da arvore reforçavam a luz laranja do por do Sol sobre eles. Brian tocou a cabeça da criatura que montara com a ponta do bastão e esta voltou como pó para terra assim como tinha surgido. Augusth estava amarrando os cavalos enquanto Thirf observava o deserto que havia se aproximado significativamente deis de o começo da jornada. A torre de Ozbek podia ser vista mais detalhadamente. Era muito mais alto do que ele imaginara.
Sua observação foi interrompida por um estalo vindo detrás dele. Era Brian criando uma fogueira.
Thirf se aproximou sentindo o calor no seu rosto que logo foi diminuído pelas habilidades mágicas de seu cachecol, presente de Eva. Augusth apareceu logo depois e foi esticando as palmas das mãos e aproveitando as chamas.
- Usou magia não é? – Perguntou sorrindo.
Brian balançou a cabeça afirmativamente também com um sorriso. Thirf então perguntou:
- Quanto sua parte no acordo... – Sentou-se na grama.
- Pois bem, - Começou Brian. – De inicio vou contar para vocês as origens de Samech até chegar nos dias que conhecemos... – Sentou-se sendo logo seguido por Augusth ainda com as mãos esticadas. – Creio que não sabem como foi a formação do nosso mundo não é. – Brian olhou para ambos. August por sua vez olhou para Thirf que estava com um olhar fixo na fogueira.
- Antes de tudo ao nosso redor existir, num mundo infinito chamado Nadgar, existiam quatro grandes deuses-dragões. Cada um deles representava uma força elemental e cada um deles existe em parte no nosso mundo. Blasius a terra, Mondra a água, Cland o ar e Sirmus o fogo. Suas forças juntas formaram nossa terra e todas as outras terras que não conhecemos. – Thirf desviou o olhar das chamas e começou a fitar Brian. – Mas terra é só terra, eles precisavam de uma coisa para movimentá-la. Assim após um longo tempo de reflexão, os deuses colocaram em Samech um ser que julgavam ser o que traduziam como a perfeição. Seu nome era Esmá “a grande mãe”. Ela era como uma elfa grávida, como as dos dias de hoje. – Augusth ouvia tudo maravilhado. – Após sua gestação, nasceram dela sete grandiosos filhos. Ernanboc o semi-deus das florestas, Shinfrind o semi-deus das tempestades, Oldek o semi-deus do deserto, Yeudrah semi-deus das montanhas, Seand o semi-deus dos oceanos. – A mente de Thirf retornou ao momento em que viu Seand saltando sobre o castelo voador de Shinfrind. Quase sorriu com isso. – Já devem ter ouvido falar neles não é? – Perguntou Brian voltando seu olhar para Thirf. Este acenou com a cabeça.
A noite foi chegando e Brian continuou falando. Falou sobre os outros dois filhos de Esmá, um gnomo e um elfo. Livig e Aljazév. Thirf arregalou os olhos. Ele conhecia as lendas sobre Aljazév e sua revolta mas não coseguia imaginar que Aljazév era o primeiro elfo.
- Esses dois filhos mantiveram relações com Esmá e desta nasceram o que hoje é a raça dos elfos e dos gnomos.
Um vento friu soprou sobre a árvore e fez voar algumas de suas folhas.
Então, esse saiu do forno agora. É um tanto grandinho ele e não achei algo pra separar os capitulos >.< vou postar o que for conseguindo escrever na semana. Aceito sujestões... Espero que continuem lendo =b


2 Comments:
bem voce disse que pode dar sujestoes,, e correçao pode fazer???
Nao me leve a mau mas percebi que voce escreve "assas" em vez de asas,foi mais de uma vez... ;)
mas está muitissimo boa a historia, estou gostando de saber como samech foi criada!!!!
=x tenho q parar com esse vicio =O
mas o word ignora i eu nao revisei antes de colocar aki.... maaans.. vlw =D
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