CAP. VI
Capítulo.VI.
Dois cavaleiros cortavam a verde planície em uma marcha incessante, o vento frio de outono batia bruscamente no rosto do garoto deixando-o pálido, dois dias se passaram deis de que eles saíram da vila, porem as montanhas Fild, que formavam uma cadeia ao redor de Larbah ainda eram visíveis.
Seguiram assim até o cair da noite. Um grande cansaço se abatia sobre ambos.
- Vamos parar! – Gritou Augusth.
- Tudo bem... – Thirf puxava lentamente as rédeas de Lanero fazendo-o diminuir. O céu estrelado e a lua cheia iluminavam o local, árvores petrificadas se espalhavam ao longo.
- Fique aqui, vou achar lenha... - Disse o garoto.
- Não será necessário – Disse Augusth desamarrando um pequeno saco marrom de sua cinta.
- O que é isto – Perguntou o garoto.
Augusth abriu o saco e tirou de dentro uma espécie de semente vermelha. – Isto se chama semente de fogo, o Mestre de me deu antes que eu saísse da vila. – Ele segurava a semente entre os dedos.
- Como se usa? – Quis saber Thirf.
- Bom... – Explicou o arqueiro descendo do cavalo, ficando de joelhos no chão, pegando um punhado de terra e colocando a semente no lugar. – O velho me disse que era só eu plantar e... – Continuou Augusth cobrindo a semente com a terra.
Sem que ele disse-se mais uma palavra, o local onde a semente foi plantada começou a exalar um brilho avermelhado seguido de pequenas faíscas que só aumentavam ate se transformarem numa chama branda.
- Incrível... – Sussurrou o garoto pasmo.
- Thirf! – Gritou Augusth sentado no chão. – Tenho alguns pedaços de carne em uma saca amarrada na sela Alkui, pode pegar para mim? – Perguntou ele.
- Claro. – Respondeu Thirf descendo de Lanero e indo até Alkui.
Após tatear por alguns segundos na sela do animal, Thirf pegou uma enorme e pesada saca e jogou para o arqueiro.
- Você trouxe alguma panela? – Perguntou o garoto.
- Sim, deve estar por aí... – Disse Augusth desenrolando a carne.
- Achei! – Disse Thirf pegando uma grande panela e levando até a fogueira.
Depois de jantar, Thirf desembainhou a enorme espada e começou a treinar, seus movimentos não eram muito rápidos em virtude do tamanho e peso da arma.
Após alguns minutos de treino: - Já pensou em como vai ser depois que se vingar? – Perguntou Augusth deitado ao lado da fogueira.
- Como assim? – O garoto parou e cravou a enorme lamina no chão.
- Depois que você matar o assassino de seu irmão... Como será sua vida depois disso... Aliais, você ao menos sabe quem matou o seu irmão?
- Não tenho certeza... Porem, aquele elmo que eu encontrei aos arredores do bosque trazia duas linhas verticais... Aquela era uma tropa de elite de Aláguilan, e só duas pessoas podem comandar uma tropa dessas... – Augusth escutava tudo atentamente. - O alto-general de Aláguilan e... O príncipe. – Continuou Thirf.
- Então você vai até Aláguilan... Vai matar um deles... E vai sair de lá inteiro?
- Morrerei se for preciso... – Afirmou o garoto.
- E é isso que vai acontecer se for até lá sem um plano... – Disse o arqueiro.
- Alguma idéia? – Perguntou Thirf.
- Não... – Admitiu Augusth baixando a cabeça.
- Vou dormir... – Disse Thirf indo até Lanero para pegar a saca que estava amarrada em sua sela.
- Thirf! – Gritou o arqueiro apontando em direção a entrada do bosque que estava minúscula. – São os mercadores! – Continuou ele.
O garoto ficou branco quando olhou para onde Augusth apontava.
Uma grande porção de tochas se estendia da entrada do bosque até avançar alguns metros na planície.
- Não são mercadores... – Sussurrou Thirf.
Augusth olhou duvidoso para o garoto, que não tirava os olhos da multidão ao longe.


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