Thursday, October 29, 2009

CAP. IV

Capitulo.IV.

Thirf balançou a cabeça e saiu trotando em direção a saída da vila.

Lanero era ágil e alcançou rapidamente o fim do vilarejo, rajadas de vento frio estremeciam o corpo do garoto enquanto cavalgava.

A marcha do cavalo foi interrompida quando uma flecha atingiu o solo a alguns metros dele que assustado erguer as patas dianteiras, fazendo com que o garoto perdesse o equilíbrio e quase caísse.

Quando Lanero retornou a sua posição normal, Thirf se inclinou e desembainhou rapidamente a pesada espada.

A alguns metros dali, Augusth cavalgava ligeiramente em direção ao garoto.

- Achou que ia viajar sem mim! – Gritou ele.

- Você não pode vir comigo – Disse Thirf embainhando a espada. – É a minha vingança!

- Vai precisar de minha ajuda. – Sussurrou Augusth pegando a flecha do chão e colocando-a na aljava.

- Ele era meu irmão... - Esbravejou o garoto.

- E você é meu amigo! – Gritou Augusth. – Meu único amigo... – Continuou ele agora em voz baixa. – Além de que, não sei de onde eu venho meu passado é um mistério...

Após soltar um longo suspiro, o garoto se virou para o arqueiro e disse:

- Você tem uma vida aqui...

- Seu irmão foi quem me trouxe para cá quando meus pais morreram! Ele e seu pai me criaram! – Berrou Augusth. – Vocês me deram essa vida...

- Obrigado – Disse o garoto sorrindo.

- E... Você é horrível com um arco.

Juntos, iniciaram uma ligeira cavalgada em direção ao bosque.

Manchas de sangue e longas espadas se encontravam no chão perto de Ifted. Uma leve brisa fazia a terra ao redor de Ifted voar nos olhos de Augusth.

O garoto parou e desceu da sela sentindo um pouco de dificuldade.

- O que esta fazendo? – Perguntou Augusth galopando até ele.

Sem dizer uma palavra, o garoto se abaixou e juntou um elmo sujo de terra e o assoprou. Na parte de frente do capacete de ferro havia duas linhas verticais lado-a-lado.

“Aláguilan”. Pensou ele.

Após largar o objeto, Thirf montou novamente em Lanero e voltou a cavalgar para Ifted.

Manchas de luz amareladas gotejavam no chão do bosque.

Thirf e Augusth cavalgavam velozmente em direção a saída oeste. O som agudo de folhas secas sendo esmagadas pairava pelo ar.

“Por que... Por que ele me pediu para ajudá-lo?”. Repetia uma voz na mente de Augusth enquanto seu corcel branco seguia a trilha.

O sol já havia nascido quando alcançaram a saída.

Augusth estava cansado, pois não havia dormido há alguns dias por que estava caçando e só chegou ao funeral de Thoet.

- Para onde vamos – Perguntou ele.

- Primeiro... Vamos atravessar o deserto de Odingland até Darta... – Explicou Thirf apontando para uma porção de dunas há alguns quilômetros há frente. – De lá... Seguiremos de trem até o porto sul... E depois... Para Aláguilan.

- Ficou louco! – Interrompeu o arqueiro. – Atravessar o deserto!

- É o meio mais rápido! – Exclamou Thirf sem tirar os olhos do horizonte.

- Nem os cavalos e nem nós vamos agüentar a viagem! Não tenho mais do que um cantil d’água e uns poucos pedaços de carne... Além disso, lá é o lar do...

- Goroon? – Prosseguiu Thirf em tom irônico.

- Você lembra o que ouve com a minha família...

- Ainda pode voltar... – Disse o garoto em um tom de voz mais sério.

- Não vou voltar! – Gritou Augusth.

- Então vamos. – Thirf iniciou a cavalgada para o deserto sendo seguido pelo seu amigo.

Imagens de um sol escaldante sobre o deserto e uma torre pegando fogo passavam pela mente de Augusth. “Isso é um erro Thirf, isso é um erro...”. Pensou Augusth olhando para seu amigo.

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