Batalha de Larbah(completa)
Capítulo.VI.
- Ele não mandou nenhum aviso? – Perguntou uma voz rouca que partia das sombras.
- Desculpe senhor... – Respondeu um homem de cabelos negros e uma grande armadura.
- Mande suas tropas, pegue o orbe e... Não deixe ninguém vivo... – Continuou a voz.
- Sim meu senhor... – Disse o homem de joelhos.
- Agora vá. – Sons de gotas caindo em poças enchiam o ar, o ambiente era escuro e rochoso, com alguns tonéis de madeira perto das paredes e tapetes no chão.O homem de cabelos negros se levantou e saiu por uma porta improvisada.Do lado de fora sala, cerca de mil homens descansavam e treinavam, todos exibiam rústicas armaduras e armas amedrontadoras.
- Atenção todos! – Gritou o homem de cabelos negros.Os homens ao mesmo tempo parar o que estavam fazendo.
- Preparem suas armas, vamos partir ao anoitecer! – Continuou ele.
- Para onde vamos? – Perguntou um soldado.
- Larbah... – Respondeu o homem.
Capítulo.VII.
Dois cavaleiros cortavam a verde planície em uma marcha incessante, o vento frio de outono batia bruscamente no rosto do garoto deixando-o pálido, dois dias se passaram deis de que eles saíram da vila, porem as montanhas Fild, que formavam uma cadeia ao redor de Larbah ainda eram visíveis.Seguiram assim até o cair da noite. Um grande cansaço se abatia sobre ambos.
- Vamos parar! – Gritou Augusth.
- Tudo bem... – Thirf puxava lentamente as rédeas de Lanero fazendo-o diminuir. O céu estrelado e a lua cheia iluminavam o local, arvores petrificadas se espalhavam ao longo.
- Fique aqui, vou achar lenha...- Disse o garoto.
- Não será necessário – Disse Augusth desamarrando um pequeno saco marrom de sua cinta.
- O que é isto – Perguntou o garoto.
Augusth abriu o saco e tirou de dentro uma espécie de semente vermelha. – Isto se chama semente de fogo, o mestre de me deu antes que eu saísse da vila. – Ele segurava a semente entre os dedos.
- Como se usa? – Quis saber Thirf.
- Bom... – Explicou o arqueiro descendo do cavalo, ficando de joelhos no chão, pegando um punhado de terra e colocando a semente no lugar. – O velho me disse que era só eu plantar e... – Continuou Augusth cobrindo a semente com a terra.
Sem que ele disse-se mais uma palavra, o local onde a semente foi plantada começou a exalar um brilho avermelhado seguido de pequenas faíscas que só aumentavam ate se transformarem numa chama branda.
- Incrível... – Sussurrou o garoto pasmo.
- Thirf! – Gritou Augusth sentado no chão. – Tenho alguns pedaços de carne em uma saca amarrada na sela Alkui, pode pegar para mim? – Perguntou ele.
- Claro. – Respondeu Thirf descendo de Lanero e indo até Alkui.Após tatear por alguns segundos na sela do animal, Thirf pegou uma enorme e pesada saca e jogou para o arqueiro.
- Você trouxe alguma panela? – Perguntou o garoto.- Sim, deve estar por aí... – Disse Augusth desenrolando a carne.
- Achei! – Disse Thirf pegando uma grande panela e levando até a fogueira.Depois de jantar, Thirf desembainhou a enorme espada e começou a treinar, seus movimentos não eram muito rápidos em virtude do tamanho e peso da arma.
Após alguns minutos de treino: - Já pensou em como vai ser depois que se vingar? – Perguntou Augusth deitado ao lado da fogueira.
- Como assim? – O garoto parou e cravou a enorme lamina no chão.
- Depois que você matar o assassino de seu irmão... Como será sua vida depois disso... Aliais, você ao menos sabe quem matou o seu irmão?
- Não tenho certeza... Porem, aquele elmo que eu encontrei aos arredores de Greenbreath trazia duas linhas verticais... Aquela era uma tropa de elite de Aláguilan, e só duas pessoas podem comandar uma tropa dessas... – Augusth escutava tudo atentamente. - O alto-general de Aláguilan e... O príncipe. – Continuou Thirf.
- Então você vai até Aláguilan... Vai matar um deles... E vai sair de lá inteiro?
- Morrerei se for preciso... – Afirmou o garoto.
- E é isso que vai acontecer se for até lá sem um plano... – Disse o arqueiro.
- Alguma idéia? – Perguntou Thirf.
- Não... – Admitiu Augusth baixando a cabeça.
- Vou dormir... – Disse Thirf indo até Lanero para pegar a saca que estava amarrada em sua sela.
- Thirf! – Gritou o arqueiro apontando em direção a entrada do bosque que estava minúscula. – São os mercadores! – Continuou ele.
O garoto ficou branco quando olhou para onde Augusth apontava.Uma grande porção de tochas se estendia da entrada do bosque até avançar alguns metros na planície.
- Não são mercadores... – Sussurrou Thirf.Augusth olhou duvidoso para o garoto, que não tirava os olhos da multidão ao longe.
Capítulo.VIII.
- Arqueiros! – Gritou o mestre, ele estava de pé em cima de uma porção caixas, a sua volta estavam alguns guerreiros com pequenas armaduras e uns poucos arqueiros sobre os telhados das casas e escondidos nas árvores, que apontaram suas armas na direção do bosque ao comando do velho.O som da marcha inimiga era quase rítmico, quanto mais esse som aumentava, o coração do oráculo palpitava mais rápido. “Eles não devem voltar... Eles não devem voltar!”. Ele repetia mentalmente.
- Como você sabe que não são mercadores? – Perguntou Augusth.
- Mercadores não viajam durante a noite... – Respondeu o garoto retirando a espada do chão e indo até Lanero.
- O que acha que está fazendo? – Indagou o arqueiro puxando-o pelo braço.
- Me vingando... – Disse o garoto.
- Se vingando! – Gritou Augusth ao empurrar Thirf para longe do cavalo. – Vai morrer antes mesmo de entrar no bosque! Você acha que era isso que seu irmão queria pra você... – Continuou ele.
- Não venha me falar do que me irmão queria! – Esbravejou Thirf.
- E se você morrer... Quem vai lavar a honra de Thoet? – O arqueiro lançava um olhar fulminante para Thirf. – Sua morte será em vão... – Continuou Augusth em um tom mais calmo.
- E você Augusth? – Perguntou o garoto. – Não quer defender a sua cidade? Larbah foi seu lar e é lá que todas as pessoas que você ama moram... – Disse Thirf em um tom melancólico.
- Temos que ir... – Disse Augusth friamente.
- E quanto a Mylla? Você a ama... – Thirf ficava mais tenso a cada segundo.
Naquele momento, Augusth fechou os olhos e lembrou de sua amada. Ela tinha cabelos loiros e lisos, e um lindo rosto. Os olhos do arqueiro se encheram d'gua– Não podemos voltar... – Disse ele deixando uma lagrima escorrer pelo seu rosto.
- Claro que podemos! – Gritou o garoto.
- Não podemos! – Os punhos de Augusth estavam cerrados e sua respiração acelerada. – Não podemos voltar... – Continuou o arqueiro.
- O que esta dizendo? – Perguntou Thirf indo até ele.
- Parem... – Disse um homem de cabelos negros e uma enorme armadura preta com adornos dourados. Ele estava a alguns metros da saída leste do bosque, atrás dele, vinham cerca trinta guerreiros e algumas criaturas grandes e negras com escudos de prata e grotescas marretas.
- Hoje... Conquistaremos o poderoso orbe de Aljazév para os Anjos do Apocalipse... – Disse ele virando-se para as tropas: - Não tenham piedade, ele nos traiu, traiu a nossa ordem, nossa honra e traiu novamente os que são seus aliados... Não deixem nada barrar o caminho de nosso sucesso!
Ao falar isso, uma onda de animo tomou conta das tropas que começaram a gritar e bater suas espadas nos escudos produzindo um barulho ensurdecedor.
- Artch! – Berrou alguém após os gritos.O homem de cabelos negros começou a olhar ao seu redor até ver um menino maltrapilho correndo até ele.
- Artch... – Disse o menino ao chegar diante do homem. – Mude a formação... Os dalgroms disseram que eles têm muitos arqueiros e dez ou quinze guerreiros nas tropas de infantaria.
- Obrigado, mande-os continuarem sobrevoando a área caso precisarmos. – Disse Artch passando a mão na cabeça do menino que voltou correndo pelo bosque.- Atenção homens! – Anunciou o homem desembainhando uma espada de lamina longa e arqueada. – Recebia a informação que eles tem arqueiros... Sejam rápidos e cuidem-se...
- Não vai mudar a formação? – Perguntou uma criatura negra com enormes chifres que a deixavam um pouco maior que um ogro adulto.
- Não será preciso. – Respondeu Artch em tom confiante. – Mantenha suas tropas na saída leste do bosque.
- Chzah. – Respondeu o monstro.- Avançar. – Ordenou o homem para suas tropas humanas, que reiniciaram sua marcha.
- Não posso explicar agora, temos que sair daqui... – Disse o arqueiro montando em Alkui.A face de Thirf demonstrava surpresa e preocupação. “Por que?” Se perguntava o garoto.
– Claro... – Disse Thirf com um leve sorriso nos lábios ao caminhar até Lanero.
- Ataque! – Gritou o homem de cabelos negros ao ficarem a alguns metros da saída.Obedecendo a suas ordens, os guerreiros saíram em disparada. Artch estava à frente, seu braço direito segurava sua espada que riscava o chão enquanto ele corria.Umas chuvas de flechas os receberam na entrada da vila, matando três guerreiros com tiros certeiros. Mesmo assim, eles não diminuíram a marcha.
- Guerreiros! – Gritou o mestre.Homens e mulheres avançaram sem medo, alguns destes, carregavam simples machados de lenhador e outros, apenas pedaços de pau e pequenas espadas.O terreno era acidentado e cheio de morros e cavidades.Outra chuva de flechas caiu sobre as tropas de Artch, agora, matando cinco homens.Alguns poucos metros separavam os dois exércitos.
- Vamos... – Disse o arqueiro reiniciando a cavalgada em direção ao deserto.
- Não... – Sussurrou Thirf fazendo a volta.
- Thirf, não! – Gritou o arqueiro indo atrás do garoto.
Um enorme estrondo pode ser ouvido quando as duas tropas colidiram, o céu estava vermelho como o sangue que começava a cair ali.
- Dalgroms! – Gritou um homem pequenino que apontava em direção há cidade.Ao mesmo tempo, três dalgroms montaram em suas feras e iniciaram vôo sobre o bosque, dois dalgroms estavam montados em dragões do fogo e outro possuía um dragão do vento.O mestre estava com a mão aberta, sua palma brilhava e às vezes exalava uma espécie de luz quando ele pronunciava certas palavras. Essas pequenas luzes faziam os que a tocavam ficarem temporariamente cegos, facilitando o ataque das tropas de Larbah.Um som monstruoso vindo dos céus encheu o ar da batalha, gelando o sangue de um dos arqueiros que estava posto em cima de um dos telhados da vila. Assustado, o jovem esticou mais a corda do arco que estava firme em suas mãos.Descendo em um vôo rasante, um dragão do fogo despencou na direção do jovem arqueiro, que disparou uma única flecha. Em um movimento ágil, o dragão desviou da flecha e agarrou o arqueiro entre os afiados dentes.
- Tzopo! – Gritou o mestre apontando sua palma em direção ao dragão, e dela saiu uma pequena bola de fogo.O animal arremessou o corpo já sem vida do garoto e, com sua boca, também disparou uma bola de fogo na direção do velho. Uma enorme e brilhante explosão se fez quando os dois projeteis flamejantes colidiram no ar. A enorme criatura girou e bateu um pouco as assas para ganhar altura, passando lentamente ao lado dos dois outros dragões. O segundo dragão do fogo desceu das nuvens lentamente, e, da mesma forma que o outro, disparou uma rajada de fogo na direção do mestre.
- Protvhus! – Gritou o velho esticando os braços. Como chuva, as chamas colidiram em uma barreira invisível que estava em volta do mago e se desfizeram.Frustrado, o dalgrom puxou as rédeas do animal, que pendeu para a esquerda e bateu de leve as assas para não cair.Ao virar as costas para o mestre, o velho gritou apontando a palma para o dragão:- Tzopo! – Nisso, outra bola de fogo saiu de sua mão, agora maior e mais rápida. A esfera acertou em cheio a fera que foi envolvida pelas chamas.Sem conseguir controlar seu vôo, o animal colidiu com a copa de uma arvore e depois caiu morto no chão.O dragão do vento já fazia meia-volta, quando o mestre abriu a sua outra mão e apontou para ele dizendo:- Pemo... – Fazendo milhares de pontos azul-brilhante saírem de sua palma e irem de encontro com o animal lentamente.Desesperado o dragão começou a voar mais e mais alto, porem, sem sucesso.Ao tocarem às duras escamas do animal, as pequenas luzes se convertiam em cristais de gelo, fazendo a criatura parar lentamente de se mover, até paralisar seu bater de assas e cair no chão e se fez em vários pedaços.Quando o mestre percebeu, o primeiro dragão que havia lhe atacado estava metros acima do bosque.
- Ragehs! – Gritou Artch um pouco depois de cravar a espada num inimigo.
- Alrrav! – Berrou a criatura erguendo uma enorme marreta de pedra na sua mão direita e saiu correndo de dentro do bosque na direção da batalha.Obedecendo as ordens, outros três ragehs que estavam no bosque fizeram o mesmo que o outro. Ao chegar diante de um humano, a criatura lhe acertou com a marreta bem no tórax, fazendo-o voar alguns metros longe.O mestre sem demora desembainhou a espada entregada por Thirf e a ergueu gritando:- Smotr envot! – Ao pronunciar essas palavras, a lamina da espada começou a brilhar. O vento começou a soprar mais forte, as nuvens acima do velho passaram a ficar cinzentas e relampejantes. Um trovão ensurdecedor seguido de alguns relanpagos abafou o som das espadas colidindo.Sangue esverdeado molhou a gama quando uma flecha perfurou a barriga de um rageh, o animal arrancou a seta, fazendo ainda mais sangue cair. Olhou para uma arvore onde podia ver um arqueiro. Rugindo, a criatura jogou a marreta com uma força surpreendente atingindo o jovem.Outro trovão fez se ouvir. Artch olhou para oceu e percebeu que o vermelho sangue havia sido substituído por nuvens cinzentas que serpentavam em torno de uma nuvem negra que ficava bem acima do mestre. “O que será isso?”. Pensou ele.Como se estivesse respondendo a pergunta que assolava a mente de Artch, um raio branco desceu dos céus e atingiu em cheio o enorme monstro negro espalhando seu corpo em vários pedaços. O homem de cabelos negros arregalou os olhos e ordenou:- Peguem o velho!Agarrando forte suas gigantescas armas, as criaturas partiram fortemente sobre as tropas de Larbah para chegar até o velho.Um novo raio caiu fazendo outro rageh em pedaços.Um monstro conseguiu furar o bloqueio humano e em passadas longas e rápidas foi em direção ao velho.O garoto sentia suas pálpebras pesarem mais a cada metro avançado na planície.“Você não pode voltar lá”.Pensava Augusth. – Desculpe amigo... – Sussurrou ele ao ver o garoto despencar sobre o cavalo que foi reduzindo a velocidade gradualmente.Em um movimento rápido, o velho pulou das caixas a espada no rageh.O animal rebateu a arma fazendo ela voar longe. Imediatamente, o oráculo juntou as palmas de suas mãos e gritou:- Gli...- Foi interrompido pela criatura, que agarrou com uma de suas mãos a cabeça do velho e a encosto em uma parede de madeira de maneira que seus pés não tocassem o chão. - Haimah le ghravv... – Dizia a criatura fazendo com que seus dentes amarelados e pontiagudos aparecessem. Como se seus dedos em volta da cabeça do mestre já não o deixasse com medo o bastante.- Olhem! Pegaram o mestre! – Gritou um dos homens de Larbah ao ver o monstro erguendo seu gigantesco punho fechado.Por um segundo, a batalha pareceu parar. Quando Artch observou a cena, começou a gesticular e gritar: - Não o mate! Não o mate! – Repetia insistentemente até que o rageh colocou o homem no chão.Como se estivessem recebendo ordens, os soldados da vila pararam de ataca deixando espaço livre para o homem de cabelos pretos ir até onde o velho estava.“Tolos, lutem!” Pensava quase sendo sufocado pela mão do monstro.Lentamente, as tropas de Artch foram capturando os inimigos.- Tragam alguém aqui! – Gritou Artch. Segundos depois, um soldado baixinho jogou o homem diante dele. Sangue pingava de sua cabeça, cabelos grisalhos caiam sobre suas costas. Seus olhos azuis eram penetrantes, quase místicos. Ele estava ajoelhado no chão de pedra, usava uma simples camisa de algodão marrom, uma fina corda atava suas mãos atrás das costas.- Onde esta Thoet? – Artch perguntava a multidão.O silêncio pairou.- Tudo bem... - Ele tornou a falar. Respirou o fresco ar da madrugada antes de cravar e retirar rapidamente a espada do homem que estava de joelhos em um movimento ligeiro.O pobre caiu de peito nas pedras.Mais dois senhores e uma senhora tiveram o mesmo destino.- Traga outro. – Artch apontara para o povo com um pouco de exaustão.Outra vez, lá vinha o baixinho, agora trazendo uma senhora de uns setenta e poucos anos e a jogou como fizera com os outros.- Mãe! – Gritou um jovem. – Por favor, não a mate! – Berrava ele pondo-se em pé, seu rosto sujo estava molhado por lagrimas. – Você quer saber onde esta Thoet?Artch se permitiu um sorriso.- Ele deve estar em Anasthed!... – O homem de cabelos negros arregalou os olhos ao ouvir. – Ou... Que deus me perdoe... No quinto dos infernos! – Continuou o jovem.- O que esta dizendo? – Dizia Artch dava um passo à frente evidentemente tenso.- Ele morreu! A dois ou três dias... – O jovem tremia.Artch rangeu os dentes antes de girar nos calcanhares e cortar a cabeça da velha.
Capitulo.IX.
Thirf pulara da cama de madeira e feno. Estava coberto até a cintura por um lençol branco e estava sem camisa. Podia ouvir som de água corrente e um outro som que não conseguira identificar. Sua mente estava confusa, a ultima coisa que se lembrara era do seu desespero em salvar sua vila.O sol começava a penetrar mais forte através das finas cortinas de seda azul.Voltou seu olhar para o lado direito e percebeu que Augusth dormira no leito ao lado. “Larbah” Repetia sua mente enquanto ia se levantando. Meteu os pés no frio assoalho de cedro envernizado. Bocejou e coçou a cabeça, ainda meio zonzo, deu três longos passos e agarrou o arqueiro pelos ombros.- Augusth... Augusth! – Thirf chacoalhara com força Augusth. – O que aconteceu com Larbah? Como chegamos até aqui? Acorde!Nada- Augusth! Onde estamos! – Berrando agora.Augusth foi abrindo os olhos lentamente apesar da sua cabeça balançar como um brinquedo.- Acorde! – Thirf o jogara na cama.- O que foi? – Indagou Augusth puxando o lençol para cima de sua cabeça.
*Dalgroms: Pessoas que usam dragoes como montaria.
*Rageh: Monstro negro de enormes chifres e olhos vermelhos.
*Chzah(rageh)=Sim,Afirmativo,correto.
*Alrrav(rageh)=Ataque, Avante, em frente.
*Haimah le ghravv...(rageh): Vai morrer bruxo...
O resto é tudo em lingua magica, daí nao vale apena traduzir agora... masi vai ter tudo no glosario que eu vou passar daki um tempo.
Pra quem gostou, essa é só a primeira guerra do livro, e, atençao, o q esta aki nao vai ser exatamente o que eu vou colocar no livro(mais é grande parte..)
- Ele não mandou nenhum aviso? – Perguntou uma voz rouca que partia das sombras.
- Desculpe senhor... – Respondeu um homem de cabelos negros e uma grande armadura.
- Mande suas tropas, pegue o orbe e... Não deixe ninguém vivo... – Continuou a voz.
- Sim meu senhor... – Disse o homem de joelhos.
- Agora vá. – Sons de gotas caindo em poças enchiam o ar, o ambiente era escuro e rochoso, com alguns tonéis de madeira perto das paredes e tapetes no chão.O homem de cabelos negros se levantou e saiu por uma porta improvisada.Do lado de fora sala, cerca de mil homens descansavam e treinavam, todos exibiam rústicas armaduras e armas amedrontadoras.
- Atenção todos! – Gritou o homem de cabelos negros.Os homens ao mesmo tempo parar o que estavam fazendo.
- Preparem suas armas, vamos partir ao anoitecer! – Continuou ele.
- Para onde vamos? – Perguntou um soldado.
- Larbah... – Respondeu o homem.
Capítulo.VII.
Dois cavaleiros cortavam a verde planície em uma marcha incessante, o vento frio de outono batia bruscamente no rosto do garoto deixando-o pálido, dois dias se passaram deis de que eles saíram da vila, porem as montanhas Fild, que formavam uma cadeia ao redor de Larbah ainda eram visíveis.Seguiram assim até o cair da noite. Um grande cansaço se abatia sobre ambos.
- Vamos parar! – Gritou Augusth.
- Tudo bem... – Thirf puxava lentamente as rédeas de Lanero fazendo-o diminuir. O céu estrelado e a lua cheia iluminavam o local, arvores petrificadas se espalhavam ao longo.
- Fique aqui, vou achar lenha...- Disse o garoto.
- Não será necessário – Disse Augusth desamarrando um pequeno saco marrom de sua cinta.
- O que é isto – Perguntou o garoto.
Augusth abriu o saco e tirou de dentro uma espécie de semente vermelha. – Isto se chama semente de fogo, o mestre de me deu antes que eu saísse da vila. – Ele segurava a semente entre os dedos.
- Como se usa? – Quis saber Thirf.
- Bom... – Explicou o arqueiro descendo do cavalo, ficando de joelhos no chão, pegando um punhado de terra e colocando a semente no lugar. – O velho me disse que era só eu plantar e... – Continuou Augusth cobrindo a semente com a terra.
Sem que ele disse-se mais uma palavra, o local onde a semente foi plantada começou a exalar um brilho avermelhado seguido de pequenas faíscas que só aumentavam ate se transformarem numa chama branda.
- Incrível... – Sussurrou o garoto pasmo.
- Thirf! – Gritou Augusth sentado no chão. – Tenho alguns pedaços de carne em uma saca amarrada na sela Alkui, pode pegar para mim? – Perguntou ele.
- Claro. – Respondeu Thirf descendo de Lanero e indo até Alkui.Após tatear por alguns segundos na sela do animal, Thirf pegou uma enorme e pesada saca e jogou para o arqueiro.
- Você trouxe alguma panela? – Perguntou o garoto.- Sim, deve estar por aí... – Disse Augusth desenrolando a carne.
- Achei! – Disse Thirf pegando uma grande panela e levando até a fogueira.Depois de jantar, Thirf desembainhou a enorme espada e começou a treinar, seus movimentos não eram muito rápidos em virtude do tamanho e peso da arma.
Após alguns minutos de treino: - Já pensou em como vai ser depois que se vingar? – Perguntou Augusth deitado ao lado da fogueira.
- Como assim? – O garoto parou e cravou a enorme lamina no chão.
- Depois que você matar o assassino de seu irmão... Como será sua vida depois disso... Aliais, você ao menos sabe quem matou o seu irmão?
- Não tenho certeza... Porem, aquele elmo que eu encontrei aos arredores de Greenbreath trazia duas linhas verticais... Aquela era uma tropa de elite de Aláguilan, e só duas pessoas podem comandar uma tropa dessas... – Augusth escutava tudo atentamente. - O alto-general de Aláguilan e... O príncipe. – Continuou Thirf.
- Então você vai até Aláguilan... Vai matar um deles... E vai sair de lá inteiro?
- Morrerei se for preciso... – Afirmou o garoto.
- E é isso que vai acontecer se for até lá sem um plano... – Disse o arqueiro.
- Alguma idéia? – Perguntou Thirf.
- Não... – Admitiu Augusth baixando a cabeça.
- Vou dormir... – Disse Thirf indo até Lanero para pegar a saca que estava amarrada em sua sela.
- Thirf! – Gritou o arqueiro apontando em direção a entrada do bosque que estava minúscula. – São os mercadores! – Continuou ele.
O garoto ficou branco quando olhou para onde Augusth apontava.Uma grande porção de tochas se estendia da entrada do bosque até avançar alguns metros na planície.
- Não são mercadores... – Sussurrou Thirf.Augusth olhou duvidoso para o garoto, que não tirava os olhos da multidão ao longe.
Capítulo.VIII.
- Arqueiros! – Gritou o mestre, ele estava de pé em cima de uma porção caixas, a sua volta estavam alguns guerreiros com pequenas armaduras e uns poucos arqueiros sobre os telhados das casas e escondidos nas árvores, que apontaram suas armas na direção do bosque ao comando do velho.O som da marcha inimiga era quase rítmico, quanto mais esse som aumentava, o coração do oráculo palpitava mais rápido. “Eles não devem voltar... Eles não devem voltar!”. Ele repetia mentalmente.
- Como você sabe que não são mercadores? – Perguntou Augusth.
- Mercadores não viajam durante a noite... – Respondeu o garoto retirando a espada do chão e indo até Lanero.
- O que acha que está fazendo? – Indagou o arqueiro puxando-o pelo braço.
- Me vingando... – Disse o garoto.
- Se vingando! – Gritou Augusth ao empurrar Thirf para longe do cavalo. – Vai morrer antes mesmo de entrar no bosque! Você acha que era isso que seu irmão queria pra você... – Continuou ele.
- Não venha me falar do que me irmão queria! – Esbravejou Thirf.
- E se você morrer... Quem vai lavar a honra de Thoet? – O arqueiro lançava um olhar fulminante para Thirf. – Sua morte será em vão... – Continuou Augusth em um tom mais calmo.
- E você Augusth? – Perguntou o garoto. – Não quer defender a sua cidade? Larbah foi seu lar e é lá que todas as pessoas que você ama moram... – Disse Thirf em um tom melancólico.
- Temos que ir... – Disse Augusth friamente.
- E quanto a Mylla? Você a ama... – Thirf ficava mais tenso a cada segundo.
Naquele momento, Augusth fechou os olhos e lembrou de sua amada. Ela tinha cabelos loiros e lisos, e um lindo rosto. Os olhos do arqueiro se encheram d'gua– Não podemos voltar... – Disse ele deixando uma lagrima escorrer pelo seu rosto.
- Claro que podemos! – Gritou o garoto.
- Não podemos! – Os punhos de Augusth estavam cerrados e sua respiração acelerada. – Não podemos voltar... – Continuou o arqueiro.
- O que esta dizendo? – Perguntou Thirf indo até ele.
- Parem... – Disse um homem de cabelos negros e uma enorme armadura preta com adornos dourados. Ele estava a alguns metros da saída leste do bosque, atrás dele, vinham cerca trinta guerreiros e algumas criaturas grandes e negras com escudos de prata e grotescas marretas.
- Hoje... Conquistaremos o poderoso orbe de Aljazév para os Anjos do Apocalipse... – Disse ele virando-se para as tropas: - Não tenham piedade, ele nos traiu, traiu a nossa ordem, nossa honra e traiu novamente os que são seus aliados... Não deixem nada barrar o caminho de nosso sucesso!
Ao falar isso, uma onda de animo tomou conta das tropas que começaram a gritar e bater suas espadas nos escudos produzindo um barulho ensurdecedor.
- Artch! – Berrou alguém após os gritos.O homem de cabelos negros começou a olhar ao seu redor até ver um menino maltrapilho correndo até ele.
- Artch... – Disse o menino ao chegar diante do homem. – Mude a formação... Os dalgroms disseram que eles têm muitos arqueiros e dez ou quinze guerreiros nas tropas de infantaria.
- Obrigado, mande-os continuarem sobrevoando a área caso precisarmos. – Disse Artch passando a mão na cabeça do menino que voltou correndo pelo bosque.- Atenção homens! – Anunciou o homem desembainhando uma espada de lamina longa e arqueada. – Recebia a informação que eles tem arqueiros... Sejam rápidos e cuidem-se...
- Não vai mudar a formação? – Perguntou uma criatura negra com enormes chifres que a deixavam um pouco maior que um ogro adulto.
- Não será preciso. – Respondeu Artch em tom confiante. – Mantenha suas tropas na saída leste do bosque.
- Chzah. – Respondeu o monstro.- Avançar. – Ordenou o homem para suas tropas humanas, que reiniciaram sua marcha.
- Não posso explicar agora, temos que sair daqui... – Disse o arqueiro montando em Alkui.A face de Thirf demonstrava surpresa e preocupação. “Por que?” Se perguntava o garoto.
– Claro... – Disse Thirf com um leve sorriso nos lábios ao caminhar até Lanero.
- Ataque! – Gritou o homem de cabelos negros ao ficarem a alguns metros da saída.Obedecendo a suas ordens, os guerreiros saíram em disparada. Artch estava à frente, seu braço direito segurava sua espada que riscava o chão enquanto ele corria.Umas chuvas de flechas os receberam na entrada da vila, matando três guerreiros com tiros certeiros. Mesmo assim, eles não diminuíram a marcha.
- Guerreiros! – Gritou o mestre.Homens e mulheres avançaram sem medo, alguns destes, carregavam simples machados de lenhador e outros, apenas pedaços de pau e pequenas espadas.O terreno era acidentado e cheio de morros e cavidades.Outra chuva de flechas caiu sobre as tropas de Artch, agora, matando cinco homens.Alguns poucos metros separavam os dois exércitos.
- Vamos... – Disse o arqueiro reiniciando a cavalgada em direção ao deserto.
- Não... – Sussurrou Thirf fazendo a volta.
- Thirf, não! – Gritou o arqueiro indo atrás do garoto.
Um enorme estrondo pode ser ouvido quando as duas tropas colidiram, o céu estava vermelho como o sangue que começava a cair ali.
- Dalgroms! – Gritou um homem pequenino que apontava em direção há cidade.Ao mesmo tempo, três dalgroms montaram em suas feras e iniciaram vôo sobre o bosque, dois dalgroms estavam montados em dragões do fogo e outro possuía um dragão do vento.O mestre estava com a mão aberta, sua palma brilhava e às vezes exalava uma espécie de luz quando ele pronunciava certas palavras. Essas pequenas luzes faziam os que a tocavam ficarem temporariamente cegos, facilitando o ataque das tropas de Larbah.Um som monstruoso vindo dos céus encheu o ar da batalha, gelando o sangue de um dos arqueiros que estava posto em cima de um dos telhados da vila. Assustado, o jovem esticou mais a corda do arco que estava firme em suas mãos.Descendo em um vôo rasante, um dragão do fogo despencou na direção do jovem arqueiro, que disparou uma única flecha. Em um movimento ágil, o dragão desviou da flecha e agarrou o arqueiro entre os afiados dentes.
- Tzopo! – Gritou o mestre apontando sua palma em direção ao dragão, e dela saiu uma pequena bola de fogo.O animal arremessou o corpo já sem vida do garoto e, com sua boca, também disparou uma bola de fogo na direção do velho. Uma enorme e brilhante explosão se fez quando os dois projeteis flamejantes colidiram no ar. A enorme criatura girou e bateu um pouco as assas para ganhar altura, passando lentamente ao lado dos dois outros dragões. O segundo dragão do fogo desceu das nuvens lentamente, e, da mesma forma que o outro, disparou uma rajada de fogo na direção do mestre.
- Protvhus! – Gritou o velho esticando os braços. Como chuva, as chamas colidiram em uma barreira invisível que estava em volta do mago e se desfizeram.Frustrado, o dalgrom puxou as rédeas do animal, que pendeu para a esquerda e bateu de leve as assas para não cair.Ao virar as costas para o mestre, o velho gritou apontando a palma para o dragão:- Tzopo! – Nisso, outra bola de fogo saiu de sua mão, agora maior e mais rápida. A esfera acertou em cheio a fera que foi envolvida pelas chamas.Sem conseguir controlar seu vôo, o animal colidiu com a copa de uma arvore e depois caiu morto no chão.O dragão do vento já fazia meia-volta, quando o mestre abriu a sua outra mão e apontou para ele dizendo:- Pemo... – Fazendo milhares de pontos azul-brilhante saírem de sua palma e irem de encontro com o animal lentamente.Desesperado o dragão começou a voar mais e mais alto, porem, sem sucesso.Ao tocarem às duras escamas do animal, as pequenas luzes se convertiam em cristais de gelo, fazendo a criatura parar lentamente de se mover, até paralisar seu bater de assas e cair no chão e se fez em vários pedaços.Quando o mestre percebeu, o primeiro dragão que havia lhe atacado estava metros acima do bosque.
- Ragehs! – Gritou Artch um pouco depois de cravar a espada num inimigo.
- Alrrav! – Berrou a criatura erguendo uma enorme marreta de pedra na sua mão direita e saiu correndo de dentro do bosque na direção da batalha.Obedecendo as ordens, outros três ragehs que estavam no bosque fizeram o mesmo que o outro. Ao chegar diante de um humano, a criatura lhe acertou com a marreta bem no tórax, fazendo-o voar alguns metros longe.O mestre sem demora desembainhou a espada entregada por Thirf e a ergueu gritando:- Smotr envot! – Ao pronunciar essas palavras, a lamina da espada começou a brilhar. O vento começou a soprar mais forte, as nuvens acima do velho passaram a ficar cinzentas e relampejantes. Um trovão ensurdecedor seguido de alguns relanpagos abafou o som das espadas colidindo.Sangue esverdeado molhou a gama quando uma flecha perfurou a barriga de um rageh, o animal arrancou a seta, fazendo ainda mais sangue cair. Olhou para uma arvore onde podia ver um arqueiro. Rugindo, a criatura jogou a marreta com uma força surpreendente atingindo o jovem.Outro trovão fez se ouvir. Artch olhou para oceu e percebeu que o vermelho sangue havia sido substituído por nuvens cinzentas que serpentavam em torno de uma nuvem negra que ficava bem acima do mestre. “O que será isso?”. Pensou ele.Como se estivesse respondendo a pergunta que assolava a mente de Artch, um raio branco desceu dos céus e atingiu em cheio o enorme monstro negro espalhando seu corpo em vários pedaços. O homem de cabelos negros arregalou os olhos e ordenou:- Peguem o velho!Agarrando forte suas gigantescas armas, as criaturas partiram fortemente sobre as tropas de Larbah para chegar até o velho.Um novo raio caiu fazendo outro rageh em pedaços.Um monstro conseguiu furar o bloqueio humano e em passadas longas e rápidas foi em direção ao velho.O garoto sentia suas pálpebras pesarem mais a cada metro avançado na planície.“Você não pode voltar lá”.Pensava Augusth. – Desculpe amigo... – Sussurrou ele ao ver o garoto despencar sobre o cavalo que foi reduzindo a velocidade gradualmente.Em um movimento rápido, o velho pulou das caixas a espada no rageh.O animal rebateu a arma fazendo ela voar longe. Imediatamente, o oráculo juntou as palmas de suas mãos e gritou:- Gli...- Foi interrompido pela criatura, que agarrou com uma de suas mãos a cabeça do velho e a encosto em uma parede de madeira de maneira que seus pés não tocassem o chão. - Haimah le ghravv... – Dizia a criatura fazendo com que seus dentes amarelados e pontiagudos aparecessem. Como se seus dedos em volta da cabeça do mestre já não o deixasse com medo o bastante.- Olhem! Pegaram o mestre! – Gritou um dos homens de Larbah ao ver o monstro erguendo seu gigantesco punho fechado.Por um segundo, a batalha pareceu parar. Quando Artch observou a cena, começou a gesticular e gritar: - Não o mate! Não o mate! – Repetia insistentemente até que o rageh colocou o homem no chão.Como se estivessem recebendo ordens, os soldados da vila pararam de ataca deixando espaço livre para o homem de cabelos pretos ir até onde o velho estava.“Tolos, lutem!” Pensava quase sendo sufocado pela mão do monstro.Lentamente, as tropas de Artch foram capturando os inimigos.- Tragam alguém aqui! – Gritou Artch. Segundos depois, um soldado baixinho jogou o homem diante dele. Sangue pingava de sua cabeça, cabelos grisalhos caiam sobre suas costas. Seus olhos azuis eram penetrantes, quase místicos. Ele estava ajoelhado no chão de pedra, usava uma simples camisa de algodão marrom, uma fina corda atava suas mãos atrás das costas.- Onde esta Thoet? – Artch perguntava a multidão.O silêncio pairou.- Tudo bem... - Ele tornou a falar. Respirou o fresco ar da madrugada antes de cravar e retirar rapidamente a espada do homem que estava de joelhos em um movimento ligeiro.O pobre caiu de peito nas pedras.Mais dois senhores e uma senhora tiveram o mesmo destino.- Traga outro. – Artch apontara para o povo com um pouco de exaustão.Outra vez, lá vinha o baixinho, agora trazendo uma senhora de uns setenta e poucos anos e a jogou como fizera com os outros.- Mãe! – Gritou um jovem. – Por favor, não a mate! – Berrava ele pondo-se em pé, seu rosto sujo estava molhado por lagrimas. – Você quer saber onde esta Thoet?Artch se permitiu um sorriso.- Ele deve estar em Anasthed!... – O homem de cabelos negros arregalou os olhos ao ouvir. – Ou... Que deus me perdoe... No quinto dos infernos! – Continuou o jovem.- O que esta dizendo? – Dizia Artch dava um passo à frente evidentemente tenso.- Ele morreu! A dois ou três dias... – O jovem tremia.Artch rangeu os dentes antes de girar nos calcanhares e cortar a cabeça da velha.
Capitulo.IX.
Thirf pulara da cama de madeira e feno. Estava coberto até a cintura por um lençol branco e estava sem camisa. Podia ouvir som de água corrente e um outro som que não conseguira identificar. Sua mente estava confusa, a ultima coisa que se lembrara era do seu desespero em salvar sua vila.O sol começava a penetrar mais forte através das finas cortinas de seda azul.Voltou seu olhar para o lado direito e percebeu que Augusth dormira no leito ao lado. “Larbah” Repetia sua mente enquanto ia se levantando. Meteu os pés no frio assoalho de cedro envernizado. Bocejou e coçou a cabeça, ainda meio zonzo, deu três longos passos e agarrou o arqueiro pelos ombros.- Augusth... Augusth! – Thirf chacoalhara com força Augusth. – O que aconteceu com Larbah? Como chegamos até aqui? Acorde!Nada- Augusth! Onde estamos! – Berrando agora.Augusth foi abrindo os olhos lentamente apesar da sua cabeça balançar como um brinquedo.- Acorde! – Thirf o jogara na cama.- O que foi? – Indagou Augusth puxando o lençol para cima de sua cabeça.
*Dalgroms: Pessoas que usam dragoes como montaria.
*Rageh: Monstro negro de enormes chifres e olhos vermelhos.
*Chzah(rageh)=Sim,Afirmativo,correto.
*Alrrav(rageh)=Ataque, Avante, em frente.
*Haimah le ghravv...(rageh): Vai morrer bruxo...
O resto é tudo em lingua magica, daí nao vale apena traduzir agora... masi vai ter tudo no glosario que eu vou passar daki um tempo.
Pra quem gostou, essa é só a primeira guerra do livro, e, atençao, o q esta aki nao vai ser exatamente o que eu vou colocar no livro(mais é grande parte..)


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